quinta-feira, 3 de julho de 2014

Glutamina: um suplemento superestimado ?

A estratégia sobre o uso de glutamina é bem simples: quando treinamos, nossos níveis de glutamina são diminuídos ao ponto de afetar certos processos do corpo, como a recuperação muscular, criando a necessidade da ingestão de glutamina imediatamente após o treino para que este efeito seja evitado, auxiliando a hipertrofia.


Enquanto na teoria, a glutamina realmente deveria agir assim, na prática estudos envolvendo humanos falharam em mostrar os mesmos efeitos. A glutamina não conseguiu vencer nem mesmo o placebo no quesito recuperação/construção muscular.

O problema ?

Em um dos estudos foi descoberto que o fígado e intestinos possuem uma grande habilidade de regular quanta glutamina é distribuída para o resto do corpo, fazendo com que a maioria da glutamina ingerida seja usada pelos intestinos e células imunes.

Por que ?

Acredita-se que a necessidade de glutamina pelo corpo após um treino com pesos é simplesmente exagerada. Em outras palavras, não perdemos tanta glutamina assim como as empresas de suplementos tentam nos mostrar, fazendo com que o “excesso” seja usado pelo intestino e sistema imunológico.
Mas isto também não quer dizer que a glutamina é inútil, o uso deste suplemento pode auxiliar na saúde do sistema imunológico e intestinal, e podem produzir os efeitos esperados em pessoas que possuem deficiência real deste aminoácido, como vítimas de queimaduras, pessoas com dietas restritas (como veganos) ou que realizam exercícios de resistência por mais de 2 horas com alta frequência.