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sábado, 12 de julho de 2014

Receita anabólica: barra de proteína caseira

Barras de proteína são uma ótima escolha para consumir proteínas, carboidratos e gorduras de uma maneira rápida e versátil, especialmente se você tem um dia a dia corrido.
Infelizmente, a maioria das barras de proteína comerciais estão longe de serem o que as pessoas pensam. A maioria das marcas são compostas de proteínas de péssima qualidade, com açúcares, adoçantes cancerígenas, aditivos e conservantes que não conseguimos sequer pronunciar o nome.


Com isto em mente, existe uma alternativa muito melhor para as barras de proteína: fazê-las em casa.
Ao fazer a sua própria barra de proteína, você estará no controle completo dos ingredientes. Você pode “desenhar” a barra de acordo com suas preferências, e ainda pagará bem menos à longo prazo.
Na internet podemos encontrar literalmente milhares de receitas de barra de proteína caseira, mas muitas delas fogem do quesito da praticidade e requerem muito tempo e esforço para serem preparadas. Neste artigo iremos ver uma receita que visa ter o mínimo de ingredientes para facilitar o preparo e ainda fornecendo uma mistura balanceada de proteínas de alta qualidade, carboidratos, fibras e gorduras boas.

Barra de proteína caseira

Ingredientes

  • 180 gramas de aveia
  • 80g de manteiga/creme de amendoim (Não é tão raro encontrar como você imagina, use o Google para encontrar na sua cidade)
  • Uma colher e meia de sopa de canela
  • Meia xícara de leite integral ou desnatado
  • 4 medidores de whey protein (sabor fica a seu critério)

Como preparar

  1. Misture todos os ingredientes em um recipiente
  2. Coloque a mistura em uma forma
  3. Deixe “descansar” na geladeira por 2 ou 3 horas
  4. Corte a mistura em seis partes iguais

Informação nutricional (por barra)

Calorias: 282
Proteínas: 27g
Carboidratos: 21g
Gorduras: 10g

Conclusão

Como você pode ver, esta barra de proteína caseira é extremamente simples de ser feita e ainda conta com todos os nutrientes necessários para abastecer o corpo.
Também é válido lembrar que a receita não está “escrita em pedra”. Você pode alterar os ingredientes de acordo com a sua necessidade (ou poder monetário) e até adicionar ingredientes extras para deixar o gosto de acordo com sua preferência.
Bom apetite!

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Dica rápida: quanto tempo deve durar um bulking ?

Um dúvida muito comum entre pessoas que treinam com pesos, é por quanto tempo devemos nos focar em ganhar massa muscular (bulking) para então entrar em fase de definição (cutting). Infelizmente, por mais que as pessoas queiram uma resposta simples e direta para esta questão, as coisas são um pouco mais complexas.
Primeiramente, se você é natural e não tem intenção de subir num palco de fisiculturismo, esqueça os famosos prazos fixos de bulking e cutting. A não ser que você seja o feliz proprietário de uma bola de cristal, será impossível saber como o corpo estará daqui alguns meses (e se você estará satisfeito quando chegar lá), pior ainda é tentar adivinhar quanto tempo demorará a fase de definição. Então não perca tempo criando prazos antes mesmo de colocar a mão na massa.


Em segundo, vai depender de quanta massa muscular você quer ter. Se tudo o que importa pra você é ficar maior e mais forte, é possível ficar sem cutting por anos (considerando que você saiba que bulking não é sinônimo de virar uma baleia). Por outro lado, se você considera a qualidade acima do volume, cutting mais frequentes poderão ser necessários.
No final da história, a duração do bulking ou cutting vai depender unicamente do seu gosto pessoal, ou seja, mantenha-se em bulking até conseguir a quantidade de massa muscular desejada e entre em cutting apenas se houver necessidade (você desejar definição ou ganhar gordura indesejada). Apenas não seja aquele cara que muda entre bulking e cutting como troca de cueca, ou pior, entra em cutting sem sequer ter gerado ganhos sólidos em primeiro lugar, terminando do mesmo jeito que começou (sem ganhos).

Não tenho apetite para comer o suficiente. O que fazer ?

Existem muitos detalhes ao se planejar uma dieta para hipertrofia, mas sem dúvidas a quantidade de calorias consumidas é o carro chefe. E se você não estiver conseguindo ingerir o suficiente, seus ganhos poderão ser fatalmente sabotados.
Para alguns, com bastante apetite ou com necessidades calóricas menores, consumir a quantia necessária de calorias não será um problema muito grande. Mas para outros este é o principal pesadelo que ronda a dieta.


Se você segue uma dieta visando hipertrofia, mas tem problemas para conseguir comer o suficiente por simplesmente não sentir fome, aqui vão quatro dicas para auxiliá-lo nesta luta:

Dica 1: Altere a frequência das refeições

Contanto que você esteja conseguindo comer a quantia suficiente de macronutrientes e calorias por dia, a frequência que você escolhe é uma questão pessoal. De uma perspectiva “anabólica”, não vai fazer diferença quantas refeições você faz.
E se falta de apetite é um problema para você, experimente alterar a sua frequência atual de refeições para tentar aumentar o apetite entre uma refeição e outra.


Todos são diferentes. Enquanto algumas pessoas se dão bem comendo várias vezes por dia, algumas se sentem cheias e precisam dar mais espaço entre as refeições. Experimente abordagens diferentes e descubra qual funciona melhor para você.

Dica 2 – Consuma alimentos caloricamente densos

Se você tem pouco apetite, boa sorte para conseguir ingerir 3000 calorias vindas de peito de frango e batata doce. Ao mesmo tempo que consumir proteína e carboidratos de boa qualidade com certeza são importantes, isto é inútil se você não conseguir ingerir a quantidade de calorias necessárias do dia. Neste caso, uma ótima pedida é incluir alimentos caloricamente densos entre as refeições (ou junto delas).


Existem inúmeras maneiras para se fazer isto:
  • Coma um punhado de frutas secas ou nozes entre as refeições
  • Tome um copo de leite integral no lugar do suco junto com as refeições
  • Jogue um pouco de óleo de oliva extra virgem no seu shake de proteína (você nem vai perceber)
  • Misture passas junto com o arroz
Bom, você entendeu a ideia.

Dica 3 – Pare de tentar comer limpo 24h por dia

Incluir uma quantidade discreta de alimentos calóricos vindo de porcarias não vai destruir os seus resultados se a base da dieta se mantém. Fazer isto pode ser uma ferramenta muito útil para atingir as calorias diárias sem ficar passando mal com ânsia de vômito.


Os mais extremistas poderão pensar que isto não condiz com a filosofia “hardcore” que é conseguir seguir uma dieta chata e sem sal à risca. Eu digo que isto é simplesmente inútil se você não treina para competir ou sequer consegue ingerir o número adequado de calorias diárias em primeiro lugar, ou ainda pior: critica quem faz uma dieta mais flexível, mas não consegue seguir uma dieta à risca por mais de duas semanas sem desistir.

Dica 4 – Faça bom uso de shakes

O que você acha mais fácil: comer 200g de peito de frango, 200g de batata doce e um brócolis ou 2 medidores de whey protein, farinha de aveia, leite e banana no liquidificador ?


Ao mesmo tempo que shakes jamais substituirão o valor nutricional da comida de verdade, eles são extremamente eficientes em fornecer calorias de maneira rápida e sem maiores esforços. Faça bom uso de shakes em momentos que você tem dificuldade para consumir alimentos ou use-os entre as refeições.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Batata Doce vs Batata Inglesa

O endeusamento da batata doce na dieta na dieta de quem treina é merecido: ótima fonte de carboidratos, rico em fibras, vitaminas e minerais. Contudo, este endeusamento excessivo faz com que sua irmã “britânica” pareça ser a ovelha negra da família. Por conta disto muitas pessoas evitam o consumo de batata inglesa na dieta por pensar se tratar de uma fonte de carboidratos ruim e que não tem lugar em uma dieta para ganhar massa muscular ou perder gordura. Será mesmo que ela merece esta fama ?


A principal defesa de quem ingere batata doce é que a mesma possui baixo índice glicêmico, portanto é uma fonte de carboidratos “segura” para consumo, o que automaticamente (e erroneamente) transforma sua irmã inglesa em uma escolha ruim. Contudo, analisando de perto o conteúdo de ambas, as diferenças, nem de longe, são tão grandes como os mais extremistas gostariam que fossem.
De acordo com o banco de dados da Universidade de Sidney (1), uma porção de 150g de batata doce contém um índice glicêmico de 44, enquanto a mesma quantidade de batata inglesa contém 54, o que resulta em uma diferença mínima. A diferença calórica entre ambas também é desprezível.
Não se esqueça
Independente do índice glicêmico de um alimento, se o mesmo for consumido em quantidades excessivas poderá gerar acúmulo de gordura mesmo assim. Não existem carboidratos “seguros”, existem carboidratos sendo consumidos em quantidades condizentes com o seu objetivo.
Quanto a quantidade vitaminas, minerais e fibras, a batata doce consegue ser superior contendo uma quantidade maior de vitaminas e fibras, só perdendo (por um triz) para a batata inglesa na quantidade de minerais (2,3).

Palavras finais

Ao mesmo tempo que a batata doce é superior, as diferenças não são grandes o suficiente para considerar a batata inglesa como uma opção ruim. Pelo contrário, uma pode substituir a outra sem maiores problemas, ou ainda melhor: você pode usar ambas para aumentar a diversidade na dieta.
Não se prenda a bordagens extremistas, principalmente quando o assunto é dieta. Quanto mais flexível for a dieta, maior serão suas chances de segui-la no longo prazo, e consequentemente gerar mais resultados.

Dica rápida: Arroz Branco vs. Arroz Integral

Enquanto o arroz integral recebe toda a glória por ter baixo índice glicêmico, mais nutrientes e fibras, o arroz branco automaticamente recebe toda a má fama e acaba sendo considerado como um alimento ruim para se incluir em uma dieta. Mas será que o arroz branco merece todo esse “ódio” ?


O problema de assuntos deste gênero é que tudo na musculação tende a cair em uma linha de pensamento extremista, no estilo “oito ou oitenta”. Se algo é bom, o seu “oposto” ou outros tipos devem ser horríveis.
O arroz integral realmente possui um índice glicêmico menor, mais nutrientes e fibras que o arroz branco, mas o que a maioria das pessoas não sabem é que a diferença não é tão grande assim, e se você não depende unicamente do arroz como fonte de carboidratos ou não é um fisiculturista em fase de competição onde detalhes minúsculos podem fazer a diferença, usar um ou outropode simplesmente não fazer diferença considerando a dieta como um todo.
O arroz branco é simplesmente o arroz integral “sem casca”, onde alguns nutrientes e fibras são perdidos durante o processamento. Mas isto não quer dizer que o arroz branco é o equivalente ao açúcar refinado da família dos grãos. Ele possui os mesmos nutrientes, mas em menor quantidade. E quanto ao índice glicêmico – o principal motivo do arroz integral ser escolhido – a diferença não é muito grande também. Enquanto o arroz integral possui um índice glicêmico estimado de 22 (em uma escala que vai até 250), o arroz branco possui 29.
A diferença diminui ainda mais se você consome arroz em apenas uma ou duas refeições por dia em conjunto de proteína e vegetais, fazendo com que a digestão seja lenta.

Conclusão

O que estamos querendo dizer neste artigo é que não existe um abismo entre o arroz branco e o integral como as pessoas tendem a pensar. Se por algum motivo você prefere o arroz branco acima do integral e não é um fisiculturista que depende unicamente do arroz como fonte de carboidratos, sinta-se livre para incluí-lo em sua dieta sem maiores pesos na consciência.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Receita anabólica: ovos mexidos com queijo cottage

Ovos mexidos são uma das refeições mais práticas e fáceis de preparar, e apesar de ser um lanche naturalmente proteico, com algumas modificações podemos melhorar ainda mais os nutrientes que auxiliam na hipertrofia muscular.


Ingredientes

  • 5 claras
  • 2 ovos inteiros
  • 4 colheres de sopa de queijo cottage
  • 30g de queijo ralado mozzarella
  • 30g de champignon picado
  • ½ cebola picada
  • Sal e pimenta a gosto

Como preparar

  1. Bata as claras e ovos inteiros, reserve.
  2. Em uma frigideira antiaderente cozinhe o champignon e cebola picada até ficarem moles.
  3. Adicione a cebola e champignon (agora cozidos) à mistura de ovos.
  4. Limpe a frigideira antiaderente e adicione uma colher de chá de óleo de oliva.
  5. Adicione todos os ingredientes à frigideira.
  6. Em fogo baixo, misture todos os ingredientes até atingir o aspecto de ovos mexidos desejado (algumas pessoas gostem de mais mole ou firme)

Ficha nutricional

Calorias: 370
Proteínas: 45g
Carboidratos: 20g
Gorduras: 19g

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Dica rápida: quanta gordura devemos comer ?

Tudo o que você precisa saber sobre os perigos de uma dieta rica em gordura podem ser resumidos em uma sentença:
O medo que cerca a gordura saturada e o colesterol estão sendo exagerados.
Esta foi a conclusão que diretor do departamento de nutrição de Harvard tirou após revisar 21 estudos sobre dietas ricas em consumo de gordura. Esta poderosa sentença surgiu depois que Harvard publicou um estudo que falhou em mostrar evidências de que a gordura saturada vinda da dieta estaria associada com doenças cardíacas.


Este também foi um momento decisivo em uma guerra para determinar se gordura estaria nos deixando mais gordos. A confusão começou em 1980 quando os índices de obesidade começaram a subir. A loucura por alimentos sem gordura ou low-fat dominou o mundo, e ironicamente, as pessoas começaram a ficar mais gordas. Mas isto era apenas o início. Todos pensavam que apesar dos alertas sobre os perigos da gordura, talvez ainda estaríamos comendo gordura demais.
As pessoas não poderiam estar mais enganadas. Considere isto:
  • Nos últimos 30 anos o número de pessoas obesas aumentou em 30%.
  • Durante o mesmo período de tempo, a quantidade de gordura consumida diminuiu em 11%.
Enquanto isto não significa causa direta, é uma evidência sólida de que o consumo de gordura não é o problema. E o que a maioria das pessoas não percebem é que a gordura não só é “inocente”, como pode ser uma ferramenta para auxiliar na saúde.

Então, quanta gordura devemos comer ?

Pesquisas recentes indicam que 20 a 35% do total de consumo de calorias pode vir de gorduras. E não termina por aí, refeições com gordura além de saciar, ironicamente, queimam mais calorias. De acordo com os pesquisadores da Universidade da Georgia, fazer uma refeição rica em proteína e gordura elevou o gasto calórico em descanso (pense nisto como seu metabolismo) por até 3.5 horas.
Comer gordura também se mostrou benéfico para:
  • Proteger e auxiliar no funcionamento do Sistema imunológico.
  • Permitir produção saudável de testosterona e estrógeno.
  • Auxiliar na absorção de nutrientes.
  • Fazer com que todas as células do corpo funcionem da maneira que deveriam funcionar.
Texto por Adam Bornstein
Traduzido e adaptado por Hipertrofia.org

terça-feira, 1 de julho de 2014

Porque você deveria aprender a cozinhar por conta própria


A sua independência e perícia dentro da cozinha pode influenciar drasticamente os seus resultados.

Por que ?

Porque se queremos maximizar nossos resultados dentro da academia, não podemos depender de nada e ninguém para podermos ingerir os nutrientes necessários para o nosso objetivo. Isto pode parecer o óbvio, mas eu apostaria um braço que mais da metade das pessoas que estão lendo este artigo não poderiam salvar a própria vida se tivessem que cozinhar todas as refeições do dia.
Aprender a se virar na cozinha não é apenas uma “dica” para quem está seguindo dieta, é uma obrigação. Mesmo que você tenha condições ou o benefício de ter alguém que cozinhe por você, não estamos salvos de imprevistos que podem atrapalhar nossa dieta, e um detalhe ainda mais importante: não temos o controle exato do que é colocado em nossa comida.
Estes são problemas que só podem ser resolvidos de uma única maneira: aprender, de uma vez por todas, a cozinhar por conta própria.


E então, por onde posso começar ?

Independente do seu sexo, saber preparar apenas miojo e ovo cozido é mais comum do que você imagina, mas se você realmente quer seguir em frente com seus objetivos dentro da academia, aprender a cozinhar a própria comida será inevitável, e quanto mais rápido você aprender mais rápido poderá colher os benefícios.
Infelizmente, não há uma regra ou método obrigatório para aprender a cozinhar. A única maneira de aprender é colocando a mão na massa e absorvendo experiência através de tentativas e erros. Não perca a esperança se a sua comida parecer lixo tóxico nas primeiras tentativas, isto é normal.
Uma ótima maneira de começar, é pegando receitas na internet relacionadas às refeições necessárias da sua dieta, e fazê-las seguindo à risca o método de preparo descrito na receita, mas dia a após dia tentar melhorar e adequar a refeição ao seu próprio gosto. E cá entre nós, não basta saber colocar algo dentro da panela, é necessário deixar o alimento “comestível” e quanto mais comestível ele ficar mais fácil será colocá-lo para dentro, consequentemente maximizando a dieta.


Doce de batata doce proteico de chocolate (sem açúcar)

 Ideal para quem deseja comer algo diferente no pré-treino.
INGREDIENTES:

.150gr Batata doce
.100ml Leite desnatado
.2 c.sopa Óleo de coco
.3 Claras
.1 c.sopa Pasta de Amendoim sem açúcar
.1 c.sopa Cacau
.1 c.sopa Farinha de aveia
.2 saches de sucralose
Chocolate 70% cacau em lascas
10170960_387261931416533_5043317450096367815_nOpcional: 
1/2 scoop de Whey Protein sabor Chocolate ou baunilha.
MODO DE PREPARO:
Amasse a batata doce e misture com os demais ingredientes
Coloque em uma assadeira e leve ao forno em 180 graus por uns 20min.
Dica: Para mais cremosidade deixar menos tempo!
Opções de Cobertura:
Whey sabor Chocolate + um pouco de água
Cacau ou Alfarroba derretidos
Geléias zero açúcar (Morango, Amora, Mirtilo, etc)








domingo, 8 de junho de 2014

Aumentando a testosterona naturalmente


Por Dr. Luciano de Castro


Seja seu objetivo ganhar massa muscular, ou queimar gordura, algumas coisas são básicas: intensidade do seu treino, alimentação balanceada, descanso e suplementação. Mas existe um outro fator importante que faz toda a diferença: TESTOSTERONA.
É possível aumentar os níveis de testosterona do nosso corpo de maneira natural, sem utilizar de esteróides anabolizantes ? A resposta é SIM.
Nessa matéria falaremos sobre as várias maneiras de aumentar o nível de testosterona naturalmente, dividos em Treino, Alimentação e Dia a Dia.

AUMENTANDO A TESTOSTERONA COM O TREINO


TREINO CURTO


Segundo pesquisas, existe uma curva hormonal que começa a crescer com os estímulos iniciais do treinamento, atingem seu máximo com mais ou menos 40 minutos e começa a cair chegando aos níveis iniciais com mais ou menos 1h20m de treino.

TREINO INTENSO


100% de esforço mesmo! Isso obriga seu organismo a liberar mais testosterona.


EXERCÍCIOS COMPOSTOS


Exercitar mais de um grupo muscular de uma só vez leva seus músculos ao limite, o que obriga seu corpo a aumentar a produção de testosterona. Exs: Agachamento (o que mais libera testosterona), Supino, Levantamento Terra, Barra Fixa, Paralelas, etc.


TREINE PERNAS


TREINO-PERNAS
Suas pernas são os músculos mais fortes do seu corpo. Treinar pesado é um dos pré-requisitos para estimular a produção de testosterona. Use os músculos mais fortes do seu corpo a seu favor: treinar pernas vai fazer seus braços crescerem mais.

Não treinar as pernas significa perder uma grande oportunidade de trabalhar o maior grupo muscular do corpo capaz de estimular o corpo a produzir mais testosterona através de exercícios compostos como o agachamento.
  

ABAIXE SEU PERCENTUAL DE GORDURA


Os depósitos de gordura são ricos na enzima Aromatase e essa enzima é responsável por converter testosterona em estrogênio. Por isso, se você está acima do peso, concentre-se primeiro em emagrecer. Mas cuidado com a dieta! Passar fome vai fazer com que seus níveis de Cortisol aumentem, baixando ainda mais a testosterona. O melhor a fazer é comer várias vezes por dia, pouco, e apenas alimentos saudáveis e naturais.


FAÇA TIROS CURTOS


Estudo publicado no Journal of Sports Sciences comparou os níveis de testosterona entre os corredores de longa e curta distâncias. O resultado é compatível com a massa muscular desses atletas.


AUMENTANDO A TESTOSTERONA COM A ALIMENTAÇÃO



COMA UM POUCO DE GORDURA


Sim, gordura!!! A testosterona é derivada do colesterol. Se você fizer aquelas dietas de ZERAR a gordura, a produção de testosterona pode cair. Adicione gorduras boas na sua dieta. Azeite Extra Virgem, Castanhas, Açaí, Abacate, Peixe, Linhaça… são exemplos de gorduras saudáveis.

COMA VEGETAIS CRUCÍFEROS


Eles contêm uma substância chamada diindolylmethane (DIM), que ajuda o organismo a se livrar do excesso de estrogênio. Ex: Brócolis, Cove-Flor, Rabanete, Repolho, Couve de Bruxelas são alguns exemplos. Melhor se crus.

ZINCO


O Zinco tem um papel vital na produção de testosterona e diminuição de sua conversão em estrogênio. Certos alimentos, inclusive, são considerados afrodisíacos justamente por conterem esse mineral: Fígado, Caranguejo, Mariscos, Nozes, Salmão, Arroz Integral, Queijo, Feijão, Peru e Iogurte. Você também pode suplementar o Zinco quando necessário. Bebidas Alcoólicas e Cigarro literalmente exterminam o Zinco do nosso corpo. entendeu, né ?!

FEIJAO


VITAMINA C


Ela comprovadamente diminui os níveis de Cortisol e reduz a enzima Aromatase (que converte testosterona em estrogênio). Ex: frutas cítricas e vegetais verdes muito escuros.

VITAMINAS A, D, E, K


São essenciais na produção da testosterona. Ex: frutas, legumes, carnes magras e nozes.

FITOTERÁPICOS


Alguns Fitoterápicos estimulam a produção de testosterona naturalmente. O mais famoso deles, Tribulus terrestris.

AUMENTO DA TESTOSTERONA NO DIA A DIA


NO MÍNIMO 8 HORAS DE SONO


Um estudo da Universidade de Chicago mostrou que homens que dormem pouco tem baixos níveis de testosterona. Em alguns dos casos 40% menores do que o normal. Isso porque o pico de testosterona acontece nas primeiras horas da manhã, depois de uma noite bem dormida e enquanto ainda estamos dormindo. E dormir de menos aumenta a produção de cortisol (o grande vilão contra a testosterona).



SE ESTRESSE MENOS


Se estressar estimula a liberação do Cortisol. Pesquisas lideradas pelo Dr. Matthew Hardy, do conselho de endocrinologia norte americano, mostrou que os hormônios do stress (como o Cortisol) inibem as enzimas que auxiliam na produção de testosterona nos testículos.

SEJA COMPETITIVO


Um estudo recente com torcedores de duas equipes distintas descobriu que após um jogo, os torcedores do time perdedor tinham os níveis de testosterona 50% mais baixo que o normal. Enquanto que os torcedores do time vencedor chegaram a ter 100% de aumento nos níveis de testosterona. Isso leva a crer que a disputa ajuda na liberação da testosterona, porém o problema é que se você perder seus níveis vão baixar. O campeão fica cada vez maior, o perdedor cada vez menor.

NÃO FUME


Uma pesquisa liderada pelo médico australiano MH Briggs, confirmou que o tabagismo produz monóxido de carbono no sangue, que por sua vez inibe a produção da testosterona. Os resultados mostraram que os não fumantes tinham cerca de 20% a mais de testosterona circulando pelo sangue. Outra coisa que ficou evidenciada pela pesquisa é que fumar acelera a deterioração das Células de Leydig (onde é produzida a testosterona), o que causa uma queda ainda mais drástica nos níveis de testosterona. Algumas substâncias do cigarro também interferem no metabolismo do zinco, como você já sabe, sem zinco suficiente, os níveis de testosterona caem. Outro estudo, mais recente, revelou que o cigarro combinado com o álcool levou os níveis de testosterona ainda mais para baixo.

FUMANTES


DIMINUA SEU CONSUMO DE ÁLCOOL


O álcool dificulta a quebra de estrogênio pelo fígado e faz com que o organismo perca Zinco, logo, quanto mais álcool no sangue, mais estrogênio e menos testosterona.

TOME SOL


Tomar sol aumenta os níveis de testosterona devido o aumento de Vitamina D no sangue – a vitamina D é uma das substâncias que auxiliam na produção de testosterona. Inclua na sua agenda 15 minutos diários de banho de sol.

REFERÊNCIAS


Testosterone in Sprinters – Journal of Sports Sciences, Vol. 23, Issue 2, February 2005, pg. 187-188 (no abstract).
Baltaci, AK, et al. (2009) Os níveis de testosterona em atletas em repouso e exaustão. Biological Research Trace Elements. 129 (1-3) :65-9.
Boetes, M. et al. (1997). Testosterona e cortisol em relação aos nutrientes da dieta e exercício de resistência. Journal of Applied Physiology. 82:49-54.
Dziados, JE et al. (1991). Endógenos hormonais e Fator de Crescimento em Respostas aos exercícios pesados de resistência em machos e fêmeas. Jornal Internacional de Medicina Esportiva. 12:228-235.
RC Hickson, Hidaka, K., Foster, C, Falduto MT, & Chatterton, RT Jr. (1994). Sucessivos cursos tempo de desenvolvimento da força e as respostas do hormônio esteróide ao treinamento pesado. J Appl Physiol, 76 (2). (P. 663-670).
Kraemer, WJ (1988). respostas endócrinas ao exercício de resistência. Med Sci Sports Exerc, 20 (5). (P. S152-S157).
Mulligan, SE, Gordon Fleck, SJ, SE, Koziris, LP, McBride-Triplett NT & Kraemer, WJ (1996). Influência do volume de exercício resistido sobre o hormônio do crescimento e as concentrações séricas de cortisol. Força J Cond Res, 10 (4). (P. 256-262).
Tegelman, R., Johansson, C., Hemmingsson, P., Eklöf, R., Carlstrom, K., & Pousette, A. (1990). Endógenos anabólicos, catabólicos e hormônios esteróides em atletas masculinos e femininos. Int J Sports Med., 11 (2). (P. 103-106).


CRÉDITOS

Esse artigo foi escrito pelo Dr. Luciano de Castro e foi aqui reproduzido com a devida permissão do mesmo. Convido você a conhecer a sua página no Facebook, CLICANDO AQUI.

Dicas de como aumentar a vascularização

A vascularização não tem apenas o benefício estético como também auxilia na qualidade dos músculos. Confira nossas dicas para aumentar a vascularização.

Muitos atletas de musculação desejam não só alcançar a hipertrofia, mas diminuir a gordura corporal e causar vascularização. Mas o que seria a tão famosa vascularização que vemos tanto em atletas fisiculturistas?
Os vasos sanguíneos estão em várias partes do corpo, com maior ou menor calibre. Eles são responsáveis por levar nutrientes e oxigênio, pelo sangue, a todos os membros e órgãos do corpo humano.
A maioria dos atletas, quando pensa em vascularização dos músculos, leva em consideração, principalmente, a estética que esse processo causa no corpo. É normal vermos atletas de renome, especialmente aqueles que estão no ramo do fisiculturismo, mantendo uma grande vascularização. O desenvolvimento vascular não só dá a impressão do atleta ter mais força, como passa a impressão que os músculos são mais fortes e bonitos.
Entretanto, essa formação vascular não tem benefícios somente estéticos, ela também colabora em muito para a melhora dos músculos. Entretanto, para chegar ao ponto de ver as veias sobressaltadas na pele, é necessário muito exercício e uma alimentação muito bem feita.
Como ocorre a vascularização?
O processo de vascularização acontece quando o fluxo sanguíneo é maior em determinados pontos. Para chegar mais sangue em tais lugares, que são demandados através de diferentes maneiras, as veias se modificam, especialmente para levar um fluxo maior de sangue. O diâmetro das veias aumenta, para que mais sangue passe por ali, e, para a mesma finalidade, cria-se novas vias de acesso do sangue ao local. O que isso quer dizer? Novas veias surgem para dar vasão a todo aquele sangue que necessita passar. Na maioria dos casos, a criação e crescimento das veias, que também é chamado de angiogênese, ocorrem quando certo local, nesse caso, os músculos, está com falta de oxigênio. A falta de oxigênio desencadeia vários processos, os quais estimulam a criação e ampliação do sistema vascular em certo local. Com maior vascularização, mais oxigênio e mais nutrientes são levados aos músculos.

Dicas para aumentar sua vascularização
1) Para começar, diminuir a capa de gordura que se localiza sobre os músculos é imprescindível para a vascularização e é claro, para a definição muscular. Com essa capa, sua definição, por mais que você esteja com músculos hipertrofiados, não irá aparecer de maneira correta, pois a gordura esconde os músculos definidos. Portanto, uma dieta de redução calórica associada a treinos cardiovasculares são essenciais.
2) Além de diminuir a gordura corporal, o treino cardiovascular auxilia no maior bombeamento sanguíneo do corpo. Quando isso acontece, você manda mais nutrientes para seus músculos e melhora a vascularidade nos membros que estão sendo exercitados. Exercícios aeróbicos, como corridas, de três a quatro vezes por semana, irão ajudar a diminuir a gordura corporal e mandar mais nutrientes para seus músculos.
3) Beber água também é importantíssimo. Ela mantém seus músculos e órgão irrigados, o que é indispensável para criar mais vascularização. Diminuir o sal também auxilia no processo de vascularização, pois ele retém água e incha o corpo. A água fica retida entre as células, musculares e subcutâneas, dando a impressão que se está inchado. O inchaço diminui a possibilidade de visualizar as veias, mesmo tendo um corpo vascularizado. No caso de inchaço, além de cortar o sódio, usar a sauna algumas vezes por semana diminui o inchaço, além de equilibrar a quantidade de água e sódio dentro do corpo.
4) Tomar suplementos como os pré-treinos que contém arginina em sua composição como a maioria dos NO (Óxido Nítrico) melhora a vascularização do corpo. Você pode  ler mais a respeito do NO e seus benefícios, como tomar e efeitos, em nosso artigo sobre os suplementos de Óxido Nítrico, além de falarmos das melhores marcas desses produtos.Adicionar esse nutriente às refeições, em quantidade moderada, pode ajudar a causar vascularização, pois ele é um poderoso vasodilatador, estimulando, assim, a angiogênese. Alguns exemplos de alimentos que aumentam a concentração desse nutriente são as frutas e legumes, como amoras, cenouras, maçã e espinafre.
5) No seu treino diário, aumente as repetições. Durante o treino muscular, mude o número de repetições. Isso estimula o fluxo sanguíneo nos músculos que estão sendo exercitados. A angiogênese também é estimulada quando as repetições de exercícios são mais elevadas. Estipula-se que entre 20 e 50 repetições a angiogênese e o fluxo sanguíneo em certos lugares aumentam, ocasionando, posteriormente, a vascularização.
Sempre visite seu médico para sanar dúvidas e fazer exames periódicos. Dessa forma, sua saúde, seu bem-estar e sua estética ficam preservados. Não deixe, também, de se aconselhar com um profissional do esporte. Ele saberá quais exercícios e as melhores cargas para chegar aos objetivos almejados.

domingo, 1 de junho de 2014

Como reforçar o sistema imunológico

O corpo humano luta constantemente contra infecções exteriores. O sistema imunitário é a primeira linha de defesa interna do organismo contra vírus, parasitas, bactérias e fungos. Como reforçá-lo?
É preciso compreender primeiro como funciona o sistema imunitário, que neste caso, é por etapas. Primeiramente usando os chamados glóbulos brancos, do grupo fagócito (significado literal de “comedor”), cercam a bactéria e destruoem-na, daí o seu nome característico Outras células brancas criticas são os linfócitos de tipo B e T, que produzem e libertam anticorpos, que procuram as células infectadas e alertam os fagócito para que estes as destruam.
Ironicamente os sintomas de infecção são na verdade sinais imunitários da resposta do nosso sistema imunitário. A garganta inflamada é a mais comum, como a boca e o trato digestivo é um local propício, por contacto direto, a um maior número de infecções, as células da garganta infectadas são ordenadas que se “auto destruam”, levando com elas células saudáveis adjacentes e causando o inflamar da garganta em si.

Como podemos reforçar o nosso sistema imunitário? Como reforçar as defesas naturais do nosso corpo?
As defesas naturais do nosso corpo (o nosso sistema imunitário) pode ser reforçado através de mudanças saudáveis no nosso estilo de vida. Consumo excessivo de açúcares, cafeína, álcool, depravação de sono, acumular de stress, tabaco, falta de exercício, todas elas são causas do fragilizar do sistema imunitário permitindo e facilitando a entrada de infecções oportunistas. Reduzir ou eliminar estes factores proporcionam o aumento imediato das defesas naturais do nosso organismo. Não só o aumento mas também a eficiência!
Uma dieta rica em nutrientes e diversificada, totalmente o oposto da “fast food” e outras comidas processadas, é o principio para o reforço das defesas naturais. Vegetais verdes e fruta contêm Vitamina C, uma vitamina ótima em aumentar a resposta imunitária do organismo. A hidratação constante é outro fator muito importante, beba 3 copos de água morna com limão diariamente, e mantenha o consumo de água elevado, no mínimo 3 litros diariamente
Cortar no açúcar é absolutamente vital para o sistema imunitário, açucares simples atuam como que “congestionadores” do sistema imunitário, atrasando o tempo de resposta às infecções e agentes exteriores maliciosos. Ao reduzir os açucares aumenta a qualidade da resposta imunológica do corpo.
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Por último, e o mais importante, segundo um estudo conduzido no Laboratório Populacional Humano da Califórnia, em 1970, a qualidade do sono e o mínimo de 8 horas nocturnas de repouso asseguram um melhor sistema imunitário contra aqueles que têm um pior sono ou dificuldades em dormir. Assegure-se que repousa, faça exercício, alimente-se correctamente e corte no açúcar, verá que em menos de nada a sua saúde melhorará imenso.


 É possível fortalecer o sistema imunológico: mito ou realidade?
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Na maior parte do tempo, nosso sistema imunológico faz um bom trabalho em combater germes causadores de doenças. Algumas vezes, ele falha, e ficamos doentes. E então surge a pergunta: será que dá para fazer alguma coisa para fortalecer o sistema imunológico, uma dieta, vitaminas, suplementos, mudanças de estilo de vida – o que será que poderia deixar o sistema imunológico praticamente perfeito?
A ideia é tentadora, mas esbarra em alguns problemas. Um deles é que o sistema imunológico é exatamente um sistema, que depende de muitas variáveis que tem que estar bem afinadas para funcionar corretamente. O resultado é que as tentativas de fortalecer o sistema imunológico fracassaram até hoje.
Isso não significa que não chegamos a algumas ideias, e embora não saibamos exatamente como fortalecer o sistema imunológico, alguns cientistas têm explorado os efeito de dietas, exercícios, idade, estresse psicológico, suplementos e outros fatores sobre ele.
Os resultados ainda são preliminares, mas interessantes. Aparentemente, um estilo de vida saudável é um bom começo para dar ao sistema imunológico uma vantagem sobre os germes.

Adote um estilo de vida saudável

Escolher um estilo de vida saudável pode ajudar porque o sistema imunológico é parte do corpo e o corpo funciona melhor quando saudável. Neste caso:
  • Não fume;
  • Adote uma dieta rica em frutas, verduras e grãos integrais, e pouca gordura saturada;
  • Pratique exercícios;
  • Mantenha-se com um peso saudável;
  • Controle a pressão sanguínea;
  • Se você bebe bebidas alcoólicas, faça-o com moderação;
  • Garanta horas de sono apropriadas;
  • Evite infecções: lave as mãos com frequência e cozinhe os alimentos;
  • Visite seu médico regularmente.

Cultive o ceticismo

Muitos produtos alegam melhorar ou dar um reforço à imunidade, mas isso não faz sentido cientificamente. Por exemplo, aumentar o número de células no corpo, do sistema imunológico ou não, não é necessariamente uma boa coisa. Um exemplo é o “doping de sangue”: alguns atletas injetam sangue para aumentar o número de células sanguíneas e melhorar sua performance, mas isso pode causar um AVC.
Reforçar as células do sistema imunológico leva à pergunta: quais células? Existem vários tipos diferentes que respondem a diferentes micróbios de diferentes formas. Tudo o que sabemos é que o corpo produz continuamente células do sistema imunológico – não sabemos quais são melhores. Aliás, o organismo já produz mais linfócitos do que pode usar, por exemplo. As células extras são removidas através do “suicídio celular”, a apoptose, e algumas até mesmo antes de serem usadas.
Ninguém sabe qual o número de células que o organismo precisa para funcionar no ponto ótimo. Mas sabemos um pouco sobre a outra ponta da escala — quando o número de células T em um paciente com AIDS fica abaixo de certo nível, o paciente adoece por falta de células que combatam infecções. Sabemos então qual o nível inferior, mas nada sobre o nível máximo e o ideal.
Por enquanto, os cientistas estão analisando o efeito de fatores como alimentos e suplementos sobre componentes como os linfócitos ou as citocinas, mas ninguém sabe qual a influência destes níveis sobre a capacidade do corpo de combater as doenças. Outra abordagem é estudar os efeitos de mudanças de estilo de vida sobre a incidência de doenças. Até agora não foi possível mostrar uma ligação direta entre certos estilos de vida e uma resposta imunológica melhorada, mas pelo menos já sabemos que provavelmente ela existe.

Idade e imunidade

Não sabemos as causas disso, mas o sistema imunológico perde sua eficiência a partir dos 65 anos. Processos infecciosos, inflamatórios e o câncer vão se tornando mais comuns.
Uma linha de estudo avalia o funcionamento do timo, responsável pela produção de células T. O timo começa a perder sua função a partir do primeiro ano de vida, e vai decrescendo até chegar aos 65 anos, quando o decréscimo de sua função resulta numa queda na quantidade de células T. Outra pesquisa na mesma linha avalia se a capacidade da medula óssea de produzir células-tronco que irão se tornar células do sistema imune cai com a idade.
Outra pesquisa tem estudado a duração dos linfócitos T “de memória”, responsáveis por guardar a memória imunológica. Em ratos, quanto mais velho o animal, menos tempo duram estas células, o que significa que ele pode pegar uma infecção de um organismo que o sistema imunológico já teve contato antes, justamente porque perdeu a “memória” dela. A redução da resposta imunológica de idosos a vacinas parece confirmar estas hipóteses.
Finalmente, há uma terceira pesquisa tentando conectar a nutrição com o sistema imunológico em idosos. Por exemplo, uma deficiência em vitaminas e minerais essenciais em idosos, que comem menos ou tem menos variedade na dieta, pode ser responsável por uma queda na proteção do organismo. Não se sabe se suplementos alimentares poderiam ajudar.
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E as dietas?

Sabe-se que pessoas pobres e mal nutridas são mais vulneráveis a doenças infecciosas, mas não está claro se o aumento de doenças é causado por um efeito da má nutrição sobre o sistema imunológico. Há poucos estudos sobre o assunto.
Alguns efeitos já foram demonstrados, como o fato que uma deficiência em proteínas causa uma redução nos números e funções das células T e macrófagos, além da redução da produção de imunoglobulina A (IgA), um anticorpo. Da mesma forma, a deficiência de vários micronutrientes, como zinco, selênio, ferro, cobre, ácido fólico e Vitaminas A, B6, C e E, por exemplo, altera a resposta imunológica em animais, mas o impacto destas alterações sobre a saúde não é claro.
A sugestão dos cientistas é garantir a ingestão diária destes micronutrientes, especialmente
  • Selênio, cuja deficiência está associada a vários cânceres;
  • Vitamina A, cuja deficiência está associada a um risco aumentado de doenças infeciosas;
  • Vitamina B2, que parece aumentar a resistência a infecções bacterianas em ratos;
  • Vitamina B6, cuja deficiência pode diminuir a capacidade dos linfócitos de amadurecerem e se tornarem vários tipos de células T e B. Mas cuidado que a megadose pode promover o crescimento de tumores;
  • Vitamina C, cujo papel ainda não está claro, mas parece trabalhar junto com outros micronutrientes;
  • Vitamina D, que sinaliza uma resposta antimicrobiana à bactéria responsável pela tuberculose, aMycobacterium tuberculosis;
  • Vitamina E, cuja administração aumentada de 30 mg para 200 mg diários em indivíduos com mais de 65 anos melhorou a resposta das vacinas contra a hepatite B e o tétano, e
  • Zinco, que é essencial ao sistema imunológico — sua deficiência afeta a capacidade das células T e outras de funcionarem corretamente. Mas cuidado: excesso de zinco também pode inibir o funcionamento do sistema imunológico.
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Desconfie de suplementos

Existem muitos produtos que prometem “aumentar a imunidade”, mas não há evidências de que funcionem. Mesmo que seja possível comprovar que alguma planta esteja aumentando os níveis de anticorpos, não significa que esteja beneficiando a imunidade como um todo.
O sistema imunológico de cada pessoa é único, e responde de maneira diferente a esses produtos. Ou seja, pode ser que realmente aquele chazinho que sua tia tome esteja a protegendo de doenças, mas esse efeito benéfico certamente não será geral, ou seja, não será visto em toda a população.
A maior parte da pesquisa neste sentido tem sido feita em crianças, idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido, como pacientes com Aids. Entre os estudos feitos, existem os que precisam de uma comprovação por terceiros (alguém mais precisa repetir o estudo e ver se obtém os mesmos resultados). Considere então as descobertas nesta área como controversas e possivelmente com erros.
Os compostos que já foram estudados são:
  • Aloe vera. Não há evidência que ele possa modular a resposta imune, mas é auxiliar no tratamento de queimaduras leves, ferimentos e queimaduras de frio, e, quando combinado com hidrocortisona, em inflamações da pele. Também é a melhor opção para tratar o tecido da mama depois de uma terapia de radiação.
  • Astragalus membranes. O derivado da raiz é comercializado como estimulante do sistema imunológico, mas as qualidades encontradas são fracas, e ele pode ser perigoso.
  • Echinacea. Há muita controvérsia sobre esta planta, e muitos especialistas não recomendam tomá-la para prevenir gripes. Também possui sérios efeitos colaterais — já foram relatados choques anafiláticos.
  • Alho. Ele parece ter algumas propriedades de combate à infecções, mas não há estudo que comprove seus benefícios para o ser humano. Pode baixar o risco de alguns tipos de câncer, mas é cedo para recomendá-lo em tratamentos.
  • Gingseng. Existem muitas alegações sobre supostos benefícios da raiz do gingseng, mas os poucos estudos existentes até agora são considerados insuficientes para dar suporte a elas.
  • Glycyrrhiza glabra (raiz de alcaçuz). É usada na medicina chinesa para uma variedade de doenças, mas sempre em combinação com outras ervas, ou seja, não se sabe se os efeitos são do alcaçuz mesmo. Além disso, tem efeitos colaterais potenciais que tornam aconselhável evitá-la.
  • Probióticos. Estudos recentes apontam uma relação entre as bactérias “boas” e o sistema imunológico. Por exemplo, certas bactérias do intestino podem influenciam a correção de deficiências e aumentar o número de certas células T, embora não se saiba como elas fazem isso. É tentador fazer a relação de que ter mais das bactérias “boas” seja bom, mas não há evidências que apoiem isso.

Conexão com o estresse

Existem muitas doenças ligadas ao estresse emocional, e embora existam estudos do relacionamento entre o estresse e a função imunológica, esta não é uma área de pesquisa importante para a maioria dos imunologistas.
Um dos problemas é a dificuldade de definir o que é estresse — diferentes pessoas reagem de forma diferente para a mesma situação e, quando a reação é o estresse, em diferentes graus.
Também existe o estresse crônico, que não acontece repentinamente, mas ao longo de um período, como o causado por problemas familiares, relações no trabalho, etc. Some-se a isto o fato de que é difícil fazer “experimentos controlados” com pessoas, já que as variáveis são muitas, e a relação entre elas é muito complexa.
Mas mesmo com todas estas dificuldades, alguns experimentos dão resultados consistentes, permitindo traçar algumas conclusões que se espera sejam razoáveis. Entre os experimentos e as conclusões, podemos contar com o seguinte:
  • Situações estressantes atrasam a produção de anticorpos em ratos infectados com o vírus influenza e suprimem a atividade de células T em animais inoculados com o vírus da herpes simplex.
  • O estresse social pode ser pior que o estresse físico: ratos sujeitos a estresse social (ficar em uma gaiola com ratos agressivos, sendo ameaçados, mas não feridos) tem o dobro de chances de morrer quando expostos a toxinas bacterianas em relação a ratos que sofreram estresse físico (ficaram sem água e comida por longos períodos).
  • O isolamento também pode suprimir a função imunológica. Macacos separados de suas mães produziram menos linfócitos em resposta a antígenos e menos anticorpos em resposta a vírus.
Situações estressantes também atrapalham a comunicação química entre os sistemas nervoso, endócrino (hormonal) e imunológico:
  • Pessoas idosas cuidando de parentes com Alzheimer têm níveis mais altos de cortisol, e talvez por causa disso, a vacina da gripe produza menos anticorpos neles.
  • Algumas medidas da atividade de células T são mais baixas em pacientes com depressão, e entre homens separados ou divorciados em comparação com homens casados.
  • Pessoas que cuidam de marido ou esposa com Alzheimer e que tem menos amigos e ajuda externa têm mudanças maiores na função das células T.
  • Pessoas de áreas que sofreram danos com desastres naturais, como o Furacão Andrew na Flórida, apresentaram uma atividade reduzida em várias medidas do sistema imunológico.
Vale lembrar que estes estudos não apontam se as mudanças no sistema imunológico tenham efeitos adversos claros na saúde das pessoas.

O frio adoece?

Toda mãe já disse “vista um casaco ou você vai apanhar um resfriado!”. Mas os cientistas que estudam esta questão acreditam que a exposição ao frio moderado não aumenta a suscetibilidade a infecção. A conexão entre o frio e a gripe sazonal provavelmente tenha mais a ver com as pessoas passarem mais tempo em ambientes fechados do que com a temperatura.
Por exemplos, infecções no trato respiratório superior são mais comuns em esquiadores de cross contry que fazem exercícios vigorosos no frio, embora a causa das infecções — ar seco ou exercício intenso, ou outra coisa — seja desconhecida. O frio também aumenta o nível de citocinas, mas qual a consequência disso?
Você deve se agasalhar quando está frio? A resposta é sim. Se você está desconfortável, ou vai ficar longos períodos do lado de fora, então a hipotermia e queimaduras de frio são um risco real, mas não se preocupe com seu sistema imunológico.
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Exercícios são bons ou ruins para a imunidade?

Exercícios são importantes para a saúde: melhoram a saúde cardiovascular, baixam a pressão sanguínea, ajudam a controlar o peso e protegem contra várias doenças, mas será que ajudam a manter o sistema imunológico saudável?
Não foi estabelecido se há uma ligação direta benéfica entre exercícios e o sistema imunológico, mas é razoável crer que exercícios regulares ajudam a ter mais saúde e isto pode favorecer o sistema imunológico, junto com o resto do corpo.
CONCLUSÃO: Em resumo, não existe nada que a ciência possa afirmar que acelera as defesas do seu organismo. Mas comer bem, fazer exercício, dormir bem, se agasalhar e não se estressar é um bom começo.[Harvard Health Publications]